Encontramo-nos perante um mundo
dominado pelas interações humanas através de redes de computação. As atividades
que se praticam entre estas redes dividem-se pelos jogos, pelos blogs, pelas
redes sociais, pelos chats, etc. Uma forma de criar uma sociedade virtual
associada a todos os tipos de movimentos intelectuais e culturais. Uma
transmissão constante e imediata de informação.
A forma como a informação é
transmitida deve-se a todos os participantes neste processo. Cada pessoa poderá
dizer/escrever o que quiser numa das plataformas anteriormente enunciadas e
transmitir o que quiser ao mundo. Uma forma relativamente recente de o fazer,
já que há relativamente pouco tempo uma parte do mundo vivia sob regimes
ditatoriais sem liberdade de expressão. É de admirar a forma como as pessoas se
unem e combatem pelos mesmos objetivos, pelos mesmos princípios. Um ciberespaço
onde todas as pessoas se juntam para viverem e sobreviverem, independentemente
da sua localização, etnia, género, etc.
Neste novo mundo encontramos uma
sociedade que já duvida dos próprios media. As pessoas assumem uma pose crítica
perante a informação que lhes é transmitida, pesquisam e duvidam dela até que
consigam atingir a verdade. É interessante como a manipulação da informação nunca
foi tão fácil de ser feita, no entanto, cada vez menos eficaz devido a esta
pose assumida por muitas pessoas que se esforçam cada vez mais por encontrar
fontes credíveis. As pessoas partilham as suas opiniões nas redes sociais, e
estas serão escutadas por dezenas/centenas/milhares de pessoas. As opiniões são
livres e atingem uma quantidade de pessoas inacreditável.
Surge então a questão da
identidade. O quão reais são os nossos movimentos considerados virtuais?
Todos os nossos comentários e
ideias podem ser avaliados e classificados. Seja qual for a nossa a nossa
teoria ou forma de pensar, agora há sempre uma opção de “like” e de “dislike”
ou então uma avaliação entre um e dez. Ora as pessoas registam-se e apoiam
estes movimentos, ora não o apoiam e tirando proveito da mesma liberdade de
expressão que nós, até poderão iniciar um movimento contrário. Mas a força que
esses movimentos terão enquanto as pessoas não saírem da frente do ecrã será
nula ou quase nula.
Na verdade, não nos podemos
esquecer que ainda há muita gente online que prefere continuar como anónima.
Seguir e acreditar em informações de uma pessoa anónima é algo aceitável e até
feito com alguma regularidade. As pessoas dão-se por “nicknames” e a sua
verdadeira identidade é escondida para que estas não passem perigo. Estas
pessoas podem ser impulsionadoras de movimentos sociais importantíssimos, mas
não nos podemos esquecer que a presença física necessária a levá-los assume um
grau ainda mais elevado de importância. Só assim poderemos transportar a vida
virtual para a vida real.
A internet é, sem sobra de
dúvidas, um dos locais mais importantes para se mudar o mundo. A possibilidade
de transformar algo existente no mundo virtual para o mundo considerado real,
físico é algo de fantástico e nunca antes visto noutras gerações. Ultrapassámos
a fase dos rumores, da palavra passada de pessoa para pessoa, dos panfletos.
Agora podemos atingir um número incrível de pessoas que se sentem igualmente
injustiçadas acerca do mesmo problema. Mas para fazer a diferença temos que
tornar estes movimentos… Reais.
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