domingo, 24 de maio de 2015

A importância do Real no Virtual

Encontramo-nos perante um mundo dominado pelas interações humanas através de redes de computação. As atividades que se praticam entre estas redes dividem-se pelos jogos, pelos blogs, pelas redes sociais, pelos chats, etc. Uma forma de criar uma sociedade virtual associada a todos os tipos de movimentos intelectuais e culturais. Uma transmissão constante e imediata de informação.

A forma como a informação é transmitida deve-se a todos os participantes neste processo. Cada pessoa poderá dizer/escrever o que quiser numa das plataformas anteriormente enunciadas e transmitir o que quiser ao mundo. Uma forma relativamente recente de o fazer, já que há relativamente pouco tempo uma parte do mundo vivia sob regimes ditatoriais sem liberdade de expressão. É de admirar a forma como as pessoas se unem e combatem pelos mesmos objetivos, pelos mesmos princípios. Um ciberespaço onde todas as pessoas se juntam para viverem e sobreviverem, independentemente da sua localização, etnia, género, etc.

Neste novo mundo encontramos uma sociedade que já duvida dos próprios media. As pessoas assumem uma pose crítica perante a informação que lhes é transmitida, pesquisam e duvidam dela até que consigam atingir a verdade. É interessante como a manipulação da informação nunca foi tão fácil de ser feita, no entanto, cada vez menos eficaz devido a esta pose assumida por muitas pessoas que se esforçam cada vez mais por encontrar fontes credíveis. As pessoas partilham as suas opiniões nas redes sociais, e estas serão escutadas por dezenas/centenas/milhares de pessoas. As opiniões são livres e atingem uma quantidade de pessoas inacreditável.

Surge então a questão da identidade. O quão reais são os nossos movimentos considerados virtuais?
Todos os nossos comentários e ideias podem ser avaliados e classificados. Seja qual for a nossa a nossa teoria ou forma de pensar, agora há sempre uma opção de “like” e de “dislike” ou então uma avaliação entre um e dez. Ora as pessoas registam-se e apoiam estes movimentos, ora não o apoiam e tirando proveito da mesma liberdade de expressão que nós, até poderão iniciar um movimento contrário. Mas a força que esses movimentos terão enquanto as pessoas não saírem da frente do ecrã será nula ou quase nula.

Na verdade, não nos podemos esquecer que ainda há muita gente online que prefere continuar como anónima. Seguir e acreditar em informações de uma pessoa anónima é algo aceitável e até feito com alguma regularidade. As pessoas dão-se por “nicknames” e a sua verdadeira identidade é escondida para que estas não passem perigo. Estas pessoas podem ser impulsionadoras de movimentos sociais importantíssimos, mas não nos podemos esquecer que a presença física necessária a levá-los assume um grau ainda mais elevado de importância. Só assim poderemos transportar a vida virtual para a vida real.


A internet é, sem sobra de dúvidas, um dos locais mais importantes para se mudar o mundo. A possibilidade de transformar algo existente no mundo virtual para o mundo considerado real, físico é algo de fantástico e nunca antes visto noutras gerações. Ultrapassámos a fase dos rumores, da palavra passada de pessoa para pessoa, dos panfletos. Agora podemos atingir um número incrível de pessoas que se sentem igualmente injustiçadas acerca do mesmo problema. Mas para fazer a diferença temos que tornar estes movimentos… Reais.

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